segunda-feira, 23 de abril de 2012

Chega ao Brasil o airbag para motos Mugen Denko

O Safety Air Bag Denko, o mais renomado sistema de airbag para motos do mundo chega ao Brasil para oferecer mais segurança para os motociclistas. Criado por Kenji Takeuchi, depois de vários anos de pesquisas, e o único aprovado pelos mais exigentes institutos de segurança, o Safety Air Bag Denko vem proporcionar uma proteção real para os motociclistas brasileiros.
Seu princípio está na presença de um cartucho de gás CO² que, quando acionado, infla em menos de 0,25 segundos o airbag protegendo o pescoço, coluna vertebral, tórax e cóccix do motociclista. De acordo com crash-test conduzido pelo Japan Automotive Research Institute (Jari), em caso de impacto lateral e quedas, o Safety Air Bag Denko reduz o impacto gravitacional na coluna e tórax em 75% e a aceleração e impacto no pescoço e cabeça em aproximadamente 40%.
Se por um lado a segurança que o produto oferece é fenomenal, por outro o design do Safety Air Bag Denko é bastante bem apresentado. Não por acaso, a Mugen Denko é a marca que confecciona as jaquetas airbag da SPIDI da Itália, BMW Motorrad e Lois da Alemanha.
No Brasil, o Safety Air Bag Denko chega em três modelos: duas jaquetas impermeáveis e um colete, muito apropriado para nosso clima quente. O equipamento é utilizado pelos pilotos de motovelocidade e as forças policiais do Japão, Estados unidos, Inglaterra, Franca e Espanha. A empresa já está em contato com autoridades do Brasil para torná-lo item de segurança, já que anualmente os acidentes com motos vêm crescendo muito e já se transformaram em um problema de saúde pública, segundo o ministro da saúde Alexandre Padilha.
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domingo, 22 de abril de 2012

Qual a hora certa para a troca de óleo?

“Eu troco o óleo toda semana”. “Não deixo passar dos 1.000 km”. “O ideal é trocar na metade do recomendado pelo fabricante”. Esses são apenas alguns dos mitos que existem sobre a troca de óleo nas motos. Perdido no meio dessa confusão toda, o motociclista, que se preocupa com a manutenção do seu veículo, fica sem saber qual a hora certa de troca o óleo de sua moto.

A dúvida não deveria nem existir, afinal em todo “Manual do Proprietário” que acompanha as motocicletas há as recomendações dos fabricantes sobre o óleo correto e o intervalo entre cada troca de óleo. Mas o que fazer quando até mesmo na própria concessionária autorizada o mecânico recomenda substituir o fluido antes do recomendado?

“Realmente, 90% dos mecânicos que recebem treinamento trocam na metade do intervalo recomendado”, admite Alexandre Hernandes, Instrutor Técnico da Yamaha Motor. Responsável por capacitar os mecânicos das oficinas autorizadas, Alexandre afirma que isso acontece porque os mecânicos acreditam que dessa forma o motor dura mais. “Essa idéia vem da década de 80 quando os óleos duravam menos. Agora a tecnologia dos óleos evoluiu muito e o fluido dura mais”, explica.

Ao longo dos anos, assim como as motos, os óleos evoluíram. Tanto na viscosidade como nas especificações da API (American Petroleum Institute). “Antes os óleos atendiam normas mais antigas da API, agora o Yamalube, óleo recomendado pela Yamaha para suas motos, atende à norma SL, quer dizer uma especificação mais moderna, o que permite um maior intervalo na hora de trocar o óleo”, ressalta o Instrutor da Yamaha.

Nas motos de baixa cilindrada da marca, como por exemplo, a YBR 125 Factor, a fábrica recomenda a troca de óleo a cada 3.000 km – exceto na primeira troca que deve ser feita aos 1.000 km junto com a revisão. Porém, uma rápida visita aos fóruns na internet ou uma conversa com motociclistas mostra que a maioria faz a substituição a cada 1.000 km, inclusive com recomendação da concessionária. “Os concessionários recomendam isso porque sabem que a maioria dos clientes não verifica o nível do óleo entre as trocas. Então para evitar problemas recomendam que se troque o óleo na metade do tempo”, justifica Alexandre.

Alexandre aproveita para alertar os motociclistas: “mesmo que a troca seja recomendada a cada 3000 km o motociclista precisa verificar o nível de óleo periodicamente e, se necessário for, completar com o mesmo óleo utilizado”. Se o motociclista utilizar um óleo diferente, o fluido pode perder suas características, alerta ele.

O engenheiro da Honda, Alfredo Guedes, faz coro e admite que a troca do óleo antes mesmo que o recomendado pela montadora também acontece em concessionárias da marca. “O consumidor é resistente a mudanças. Antes, quando o óleo tinha especificação inferior, a troca devia ser feita aos 1500 km. Desde a CG 150, passamos a recomendar o óleo Móbil Super Moto 4T que tem viscosidade 20W50 e atende à norma API SF, portanto as trocas passaram para cada 4000 km. Com exceção da primeira que deve ser feita obrigatoriamente aos 1000 km ou após seis meses.”, explica Guedes.

A validade do óleo também é outro fator a ser levado em conta. Após sair da embalagem o óleo dura seis meses. Mesmo que a moto não rode a quilometragem indicada, depois desse período o óleo deve ser substituído. “Mas trocar o óleo toda semana ou a cada 1000 km, além de jogar dinheiro fora, o motociclista vai gerar resíduos desnecessários para o meio ambiente”, relembra o engenheiro que há 14 anos trabalha na Honda.

O óleo certo

Alfredo Guedes também alerta para o uso do óleo correto, ou seja, aquele recomendado pela montadora. “O consumidor deve sempre usar o óleo recomendado pelo fabricante. Pois já fizemos exaustivos testes em bancadas, ou rodando em condições severas. Muitos proprietários de motos maiores, como a CBR 600RR, por exemplo, querem usar óleo de base sintética, porque acham que é melhor. Não recomendamos”, avisa o engenheiro.

Segundo ele, os óleos de base sintética podem formar uma película nos discos de embreagem e reduzir o atrito. Com isso a embreagem pode começar a patinar. “Alguns fabricantes de óleo sintéticos afirmam que isso não acontece mais, porém a Honda ainda não testou esses óleos e o motociclista não deve utilizá-lo em nossas motocicletas. Exceto alguns modelos de competição que têm embreagem a seco”, reforça ele.

A maioria das motos de rua tem discos de embreagem banhados a óleo. Enquanto nos carros há um lubrificante específico para o motor e outro para a caixa de transmissão, na maioria das motos com motores quatro tempos à venda no Brasil o mesmo óleo que lubrifica cilindros e pistões, lubrifica também a caixa de marchas e a embreagem. “Por isso nunca se deve usar óleo de carro em motocicletas”, conclui Alexandre Hernandes, instrutor da Yamaha.

Conclusão

Para saber qual a hora certa de trocar o óleo de sua moto a principal recomendação dos fabricantes é só uma: seguir à risca o “Manual do Proprietário”. Tanto em relação ao óleo a ser utilizado quanto ao intervalo entre as trocas. Com isso, segundo o Instrutor da Yamaha, o motociclista tem a garantia de estar cuidando bem da lubrificação de sua moto. “Seguindo o Manual não tem erro, não tem xabu”, reforça Alfredo da Honda.

5 dicas sobre troca de óleo:
1) Nunca use óleo de carros em motocicletas
2) O óleo certo para cada modelo de moto é o recomendado pelo fabricante
3) Verifique o nível do óleo semanalmente
4) Na troca de óleo, verifique a necessidade de substituir os filtros de óleo e ar da motocicleta
5) Caso sua moto não rode muito, troque o óleo a cada seis meses

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

sábado, 21 de abril de 2012

MOTO NOVA: consórcio ou financiamento?

Quem é que não sonha em tirar uma moto zero? Todo mundo sabe que a maneira mais fácil, rápida e sem dor de cabeça de se comprar um produto é pagando à vista. Mas quando a grana está curta e a necessidade bate à porta, o que fazer? Descubra a forma que combina mais com o seu bolso e corra para pegar a sua
O primeiro passo para acelerar na pista que leva à sua zero- quilômetro é pesquisar. Quem está disposto a trocar de moto, deve procurar o modelo desejado em diversas concessionárias e buscar sempre as melhores condições de negócio e, claro, os menores preços.
Seja qual for a forma de pagamento, haverá vantagens e desvantagens. A escolha deve considerar a urgência da sua necessidade e o tamanho das suas economias.
O segmento de consórcios que conta com o maior número de grupos e participantes é, sem dúvida, o de motos: 10.721 grupos com 1,7 milhão de participantes todo ano, segundo dados do portal de finanças pessoais iGF. Atrás vem o de automóveis, com 5.593 grupos e 773.150 participantes.
Ideal para quem tem dificuldade em guardar dinheiro e não tem tanta pressa, o consórcio reúne um grupo fechado de pessoas interessadas num mesmo bem ou produto. no caso da moto, divide-se o valor em parcelas e, a cada mês, um integrante do grupo é sorteado e continua pagando as prestações até quitar o preço total da moto. A grande vantagem desse tipo de plano é a ausência total de juros e de burocracia, basta apresentação de RG e cPF para dar entrada.
Planos e sorteios
A honda é a maior administradora de consórcios do país e realiza planos que variam de 12 a 72 parcelas, com quatro a 13 motos mensais e facilidades na hora de retirar os documentos. “Todo mês sai uma moto por sorteio e as demais por lance livre, que funciona como uma espécie de leilão, o participante oferece uma quantia extra e, se tiver o maior lance, recebe a moto e tem debitado este valor da sua dívida”, explica Gomes, consultor de vendas da concessionária.
Em outras empresas, o número de prêmios parte de quatro ou mais, de acordo com o crédito do grupo. “cada parcela se transforma em um fundo comum e, de acordo com este fundo, são dadas as motos. Se o valor der para premiar mais pessoas, saem mais motos”, diz o coordenador de produtos da Rodobens consórcio, Marcelo ohira. A Rodobens - responsável também pelos consórcios dafra - oferece lance fixo, em que o participante faz um lance equivalente a 15 ou 22 parcelas e leva a moto.
Duas taxas são de pagamento obrigatório no consórcio. A da administradora, que cuida do plano, varia entre 10% e 20% do valor total do bem, dissolvido entre as prestações. E o seguro de vida – em média de 0,5% a 1% do valor total – cobre casos de acidente grave com morte ou invalidez, garantindo a quitação da dívida do participante e a entrega do bem ou seu valor em dinheiro.
Outras concessionárias, como Suzuki, Yamaha e Kasinski, também fazem consórcio, além das administradoras que prestam esse tipo de serviço.
CONSÓRCIO
Dados da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF) apontam que, em 2009, 48% das vendas de motos no Brasil foram financiadas, 27% foram feitas por meio de consórcio e 23% foram com pagamento à vista.
VANTAGENS
  • não há juros, apenas taxa de administração;

  • não tem análise de crédito, ou seja, a entrada no consórcio independe de remuneração;

  • o consórcio embute, obrigatoriamente, no valor das parcelas, o seguro de vida, que cobre as prestações quitando a dívida em casos de acidentes graves com morte ou invalidez. Se o participante já tiver sido sorteado, não precisará pagar nenhuma parcela faltante. Se ainda não tiver sido sorteado, recebe o veículo ou seu valor integral em dinheiro;

  • as parcelas não são fixas. Pode-se pagar o valor que puder em dia, ou até efetuar o pagamento de mais de uma parcela de uma única vez
    DESVANTAGENS

  • se há pressa de retirar o bem, é necessário fazer um lance alto, ou aguardar a sorte;

  • o bem fica alienado até o final do pagamento total de seu valor, ou seja, pode ser confiscado pela concessionária em caso de inadimplência;

  • para participar, é obrigatório o pagamento de taxa de administração e do seguro de vida;
    MAIS INFORMAÇÕES
    www.consorcionacionalhonda.com.br
    www.rodobens.com
    www.suzukimotos.com.br
    www.yamaha-motor.com.br
    www.kasinski.com.br
    www.embracon.com.br
    Aqui a moto é retirada no ato da compra. Lembre-se de que no fi nanciamento aparecem os juros, por isso, é importante pesquisar bem para descobrir qual o banco ou concessionária oferece as menores tarifas. Uma dica é dar a maior entrada possível parar pagar em um prazo mais curto, sem correr o risco de falhar alguma prestação.
    Uma alternativa para escapar das altas taxas de juros das concessionárias é recorrer aos bancos públicos, como a caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, que disponibilizam uma linha de crédito com juros de 1% ao mês. Este projeto, criado pelo governo, é exclusivo para motoprofi ssionais sindicalizados e limita-se a motos com até 150 cilindradas. o valor máximo liberado é de R$ 8 mil e pode ser dividido em parcelas de 36 a 48 vezes, que não ultrapassem 30% da renda mensal do motoboy.
    Em bancos privados como itaú, PanAmericano, ou mesmo no Banco honda, os juros chegam a até 2,7% ao mês. infelizmente, as taxas costumam ser menores para quem compra motos mais caras em prazos menores.
    O site www.igf.com.br disponibiliza uma calculadora para fazer a simulação real do seu fi nanciamento. Antes de decidir como vai comprar sua moto, faça suas contas e veja quanto pode gastar e o tempo que vai demorar para pagar. não se esqueça de que você está se comprometendo com valores altos a longo prazo e não precisa passar apuros.
    VANTAGENS

  • a moto é retirada no ato da compra;

  • é possível dar uma entrada pequena ou, se seu cadastro for bom, nem dar entrada para pegar o bem;

  • quando um empréstimo ou financiamento for pago antecipadamente, a devolução dos juros embutidos nas prestações é garantida por lei;
    DESVANTAGENS

  • juros altos, variam de 1% a 2,7% ao mês;

  • o bem fica alienado, também neste caso;

  • há mais burocracia para aprovação de crédito, partindo da análise de renda do consumidor.
    MAIS INFORMAÇÕES
    www.caixa.gov.br
    www.bb.com.br
  • sexta-feira, 20 de abril de 2012

    Mulheres são vistas cada vez mais pilotando motos

    Motocicleta se tornou um veículo comum aos dois gêneros. Elas aprenderam a pilotar por necessidade e por prazer e mostram aos homens mais responsabilidade no trânsito pesado de uma grande cidade como São Paulo A piauiense Maria do Socorro Dias Aires de Carvalho se equilibra numa moto desde 1987, quando ainda morava em Teresina.
    Os filhos Yuri Javier, 19 anos, e Isis Aisha, 15 anos, foram praticamente "criados" na garupa. "Meu filho andou a vida toda comigo de moto e, atualmente, também pilota. Minha filha, acredito que também seguirá o mesmo caminho", conta Socorro Aires.
    Para o trabalho e para o lazer, pilotar exige cuidados redobrados. Com a experiência de mais de 20 anos e "várias motos" depois - da modesta CG 125 até uma Faiser 250 cilindradas -, sem nunca ter sofrido um acidente grave, a piauiense recomenda às mulheres que planejam comprar o veículo: "Aconselho observar não só o design, mas também a potência, para que a moto responda bem às exigências do nosso trânsito. Senão o pessoal não respeita e acha que o problema é a mulher pilotando."
    Mais dicas às futuras mulheres motociclistas: "Procuro andar sempre equipada, estou atenta à sinalização, respeito a faixa de pedestre e só ando com a moto documentada e devidamente revisada." É importante que a muher tenha uma moto com baú: "Uso o tênis para pilotar e carrego o sapato de salto no baú, além dos outros acessórios indispensáveis para que a mulher não perca a elegância no trabalho ou na balada."

    quinta-feira, 19 de abril de 2012

    Capacete - Não quebre a cabeça para escolher o ideal...

    É imprescindível utilizá-lo em qualquer situação, inclusive em trajetos curtos e próximos de sua casa. Afinal, os acidentes podem acontecer a qualquer hora e em qualquer lugar. Graças ao constante surgimento de novos tipos e modelos, a compra de capacete nos dias de hoje pode ser mais difícil do que aparenta, pois são vários os fatores a serem levados em consideração.
    Antes de tudo, você precisa saber qual será o tipo de sua utilização, pois há um capacete adequado para cada modalidade e aplicação. Para que a entenda de maneira mais fácil, é só imaginar o calor que um trilheiro passaria utilizando um capacete fechado, ou quão forte seria o vento no rosto de alguém que utilizasse um capacete aberto numa moto capaz de rodar a 300 km/h.
    Mas não se engane em pensar que conhecer os tipos de capacete já é o suficiente para que você faça a escolha correta na hora de comprar um. É preciso saber quais os itens que devem ser analisados e de que forma podem influenciar. São eles:
    CONFORTO – Este é o item mais importante quando se fala de segurança. Capacetes que são desconfortáveis na maior parte das vezes não "vestem" adequadamente a cabeça, possibilitando que, em caso de impacto, ele tenha sua eficiência comprometida. O correto é que ele vista bem, sem dores e desconfortos, acomodando bem inclusive as orelhas. É aconselhável vesti-lo ao menos por cinco minutos para certificar-se que nenhuma dor surja. Ao retirá-lo, veja em um espelho se há marcas vermelhas em seu rosto. Lembre-se que o capacete deve ficar justo na cabeça, mas nunca a ponto de incomodá-lo.
    CASCO – É a parte mais aparente de um capacete. Pode ser fabricado em compostos de plástico e fibras (de vidro ou carbono). Os confeccionados em plástico (ou policarbonato) são mais leves e com grande rigidez. Já os construídos em fibra de vidro ou carbono são capazes de suportar melhor a impactos e também oferecem uma vida útil mais prolongada. Em ambos os tipos, a função principal é dissipar o impacto e garantir que nenhum objeto pontiagudo possa perfurar o capacete e atingir a cabeça.
    PARTE INTERIOR – A função dessa camada feita em poliuretano, uma espécie de isopor de maior densidade, é absorver os impactos e evitar que o choque chegue à cabeça. Fique atento, pois existem capacetes vendidos ilegalmente (sem certificação do Inmetro) cuja camada interna praticamente é inexistente, sendo utilizado apenas espumas e forração em tecido.
    FORRAÇÃO – É de suma importância em um capacete, pois é justamente nela que a pele do motociclista entrará em contato. Por esse motivo tem de ser agradável ao tato, antialérgica e ter a capacidade de absorver o suor e permitir a circulação de ar. Alguns capacetes são dotados de forros laváveis e substituíveis, contribuindo não só para a higiene, como também para a manutenção, a aparência e a eficiência do capacete.

    FECHO DE SEGURANÇA E CINTA JUGULAR – Ainda que seja um dos itens do capacete que pouca gente dá importância, a cinta jugular e o sistema de fecho são muitíssimo importantes, já que são os responsáveis diretos por impedirem que o capacete saia da cabeça em caso de queda.
    A cinta é feita do mesmo material dos cintos de segurança, daí a alta resistência. Ela não pode ser muito longa para que não se solte com facilidade e bata no pescoço, e deve ter bom acabamento para não causar ferimento ao usuário. Já o fecho de segurança não deve em hipótese nenhuma quebrar ou soltar. Os tipos mais comuns de fecho são o duplo anel em "D", considerado o mais leve e seguro – o único aprovado para competições de moto –, e o fecho de engate rápido, mais fácil de ser utilizado, por isso mais comum de ser encontrado.
    PESO – Dizer que um capacete é ruim porque é pesado está errado. Existem ótimos capacetes cujo peso não é dos menores. O fato é que quanto mais leve, mais conforto ele oferece, já que a musculatura do pescoço não sofrerá tanto. O problema é que os compostos mais leves também são os de maior custo, por isso os capacetes mais leves também costumam ser bem mais caros.
    TAMANHOS – O tamanho de um capacete deve levar em consideração o tamanho da cabeça, e não do casco. A maneira correta para saber sua medida é utilizar uma fita métrica e medir a circunferência que sai acima da nuca, passa pela testa e volta para parte de trás da cabeça. Ao experimentar diferentes marcas de capacete, é possível notar que uns são maiores que os outros. Isso acontece porque alguns fabricantes utilizam apenas uma medida de casco para atender desde o menor ao maior tamanho de cabeça. O maior inconveniente disso fica por conta da estética, pois quem é que gosta de pilotar utilizando um capacete enorme a ponto de ganhar um apelido do tipo cabeção?

    VISEIRAS OU ÓCULOS DE PROTEÇÃO – Muitos subestimam a importância desse item. Eles são responsáveis por evitar que detritos como insetos, areia, chuva e uma infinidade de outros corpos estranhos machuquem os olhos e o rosto dos motociclistas. Na hora de adquirir um capacete, certifique-se que a viseira é capaz de transmitir boa visibilidade sem distorção da visão. Elas precisam ser fáceis de serem substituídas, devem vedar a entrada de vento e chuva, e seu mecanismo de abre e fecha precisa ter um funcionamento suave.
    MARCAS – Escolher um capacete por sua marca famosa não o assegura que ele de fato é bom. Por outro lado, escolher um modelo de uma marca desconhecida pode ser um risco, principalmente se você precisar de alguma peça de reposição.
    Ao contrário do que se pensa, os capacetes fabricados no Brasil por empresas como a Peels, Bieffe, Vaz, Pro-Tork, Taurus e outras marcas oferecem boa qualidade com segurança e preço acessível.
    CERTIFICAÇÃO – Jamais esqueça de verificar se há no capacete que você quer comprar o emblema do Inmetro. Essa certificação é a garantia de que ele passou por inúmeros testes para assegurar que é capaz de salvar a sua vida.